Para completar a coleção de supostas irregularidades, surge agora uma nova denúncia dando conta de que, em São Raimundo das Mangabeiras, quatro políticos estariam recebendo dinheiro da Prefeitura de Tuntum, com recursos oriundos do FUNDEB, fundo destinado exclusivamente à manutenção da educação básica e à valorização dos profissionais da área. O prefeito Fernando Pessoa, há tempos vem desafiando a Lei.
Levantamento feito a partir da própria folha de pagamento mostra nomes conhecidos da política local recebendo salários pagos com dinheiro que, por lei, deveria ser usado exclusivamente na valorização dos profissionais da educação e na manutenção das escolas públicas.
Entre os nomes que aparecem na lista estão a vereadora Miriane Nazareno, com salário de R$ 3 mil, o vereador Carlos Henrique, também com R$ 3 mil, além de Erivam Barros, que recebe R$ 1 mil. Consta ainda o nome de Joanice Costa, ex-secretária municipal de Meio Ambiente, com salário de R$ 3 mil pagos pela folha do Fundeb.
O problema é simples e grave, ninguém consegue explicar qual seria o vínculo desses políticos e ex-gestores com a educação do município. Tuntum fica a quase 400 quilômetros de São Raimundo das Mangabeiras, o que torna ainda mais nebulosa qualquer justificativa para esses pagamentos.
O Fundeb é um fundo constitucional, com regras rígidas. O dinheiro só pode ser usado para a educação básica. Qualquer pagamento fora desse padrão precisa ser detalhado, documentado e muito bem explicado. Quando isso não acontece, a suspeita de uso indevido se torna inevitável.
A denúncia não para por aí. Órgãos de controle já ampliaram as investigações para outros municípios, como Rosário e Lago da Pedra. Como se trata de verba federal, a apuração está nas mãos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União.
Segundo as informações que circulam nos bastidores das investigações, todos os nomes citados seriam aliados políticos do prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, irmão da pré-candidata a deputada estadual Bruna Pessoa. A suspeita é de que os pagamentos tenham como objetivo garantir apoio político para o projeto eleitoral da família.
Se confirmadas as irregularidades, o caso deixa de ser apenas um problema administrativo e passa a configurar uso político de dinheiro da educação. Mais uma vez, quem perde é o aluno, o professor e a população, que vê recursos públicos sendo desviados da sua verdadeira finalidade.
Esta matéria se baseia em informações públicas e denúncias em apuração. O espaço segue aberto para esclarecimentos dos citados.
Fonte/slzma.com



















