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Show – Tributo aos 60 anos da Bossa Nova com o artista da terra Jô Santos

O cantor Maranhense, Jô Santos faz apresentação nesta sexta-feira(28), na livraria AMEI no São Luís Shopping, com entrada franca.

Mais sobre o evento

O movimento musical que revitalizou as noites cariocas no final dos anos 50 liderado por Tom Jobim nos arranjos, João Gilberto no canto e no violão e pela poesia de Vinícius de Moraes, será homenageado pelo cantor e compositor maranhense Jô Santos em um tributo aos 60 anos da Bossa Nova em lembrança a um dos mais revolucionários momentos da arte brasileira.

Com 40 anos dedicados ao estudo do violão e do canto no estilo bossa nova, o músico traz no repertório a essência do movimento que teve ainda na fase de formação ícones da música nacional como Roberto Menescal, Baden Powel, Ronaldo Bôscoli, Newton Mendonça, Aloysio de Oliveira, Dolores Duran, Carlos Lyra, Marcos e Paulo César Valle, entre outros. O show tributo contempla os compositores da fase embrionária do movimento que surge do conceito diferente de tocar e cantar trazido por João Gilberto que deixou a juventude da época ainda dividida entre o samba de morro carioca e o jazz americanizado que já não correspondiam aos anseios musicais dos novos aspirantes impressionados com a respiração de trombone e a suavidade de letras, acordes e sons que mais pareciam sair de um amplificador do apartamento de Nara Leão, onde se reuniam para tocar, cantar e compor.

Apesar do movimento ter Ipanema como referência foi em Copacabana que tudo se concretizou nos encontros musicais que reuniam Tom, Vinicius e todos que queriam conhecer o baiano de improvisados acordes e tinha em Frank Sinatra e Dick Farney suas maiores referências na hora de pronunciar certas palavras no cantar que seria a marca do movimento  até então sem nome definido.

Em 1958, com “Chega de Saudade” de Tom e Vinícius, João Gilberto lança a voz, o violão e o jeito de interpretar que seriam a referência histórica do movimento que não era jazz e nem samba tradicional apenas um jeito diferente, com charme e lirismo que cantavam o amor, o sorriso e a flor e que cabiam em pequenos espaços da respiração métrica e dissonante de João Gilberto. 60 anos depois, esse estilo ainda predomina no Brasil e no mundo como uma das mais geniais colaborações que a nossa música deu ao mundo, pois “Garota de Ipanema” e “Insensatez”, ambas da dupla Tom e Vinícius são regidas por grandes orquestras ao redor do planeta e interpretadas por mestres que vão de Frank Sinatra a Sting.

João Batista Santos Sousa ou Jô Santos é cantor, compositor e violonista nascido no sétimo dia de dezembro de 1960 em São Luís do Maranhão, tem dos 58 anos de vida 40 dedicados ao estudo da Bossa Nova e traz de João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes e tantos outros mestres a inspiração para continuar acreditando no amor, no sorriso e na flor que influenciou tanta gente boa a caminhar pela estrada da música.

A bossa não foi só um movimento musical que trilhou outros rumos sonoros foi antes de mais nada um movimento comportamental que influenciou a moda, o cinema, o jeito de dançar, paquerar e até questionar velhos padrões que já não respondiam a um mundo fascinado pela sensibilidade proposta pela nova métrica urbana. Defini-la não será tarefa fácil, pois pintar uma sonoridade vai além da razão, só com olhos do coração.

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